segunda-feira, janeiro 02, 2006

Rádio Gospel

Hoje vivemos uma situação interessante e problemática, a postura das rádios evangélicas, cristãs, ou famosamente conhecidas como gospel, taisrádios ditas “gospel” são praticamente sectárias, com alguns pontos simples: tocam o que dá ibope, ou seja, o que está na moda, e isso vem ligado a “gravadoras gospel” – que de gospel só tem o nome, haja vista que a maioria delas têm ações de artistas contra elas na justiça e práticas que em nada perdem para o mercado secular – que combinam a linha do que tocar.

Engraçado, no domingo 04/01/2006, foi reexibido no programa “Dois a Um” da Mônica Waldvogel, uma entrevista do Wando e do Nando Reis, e uma das críticas foi feitas pelo Nando Reis, foi justamente essa posição das rádios de só tocarem um tipo de música, um tipo de segmento, menosprezando outros trabalhos, na década de 90, onde ocorreu o auge do movimento gospel e proliferação das rádios evangélicas – descontando as mais tradicionais, ligadas a certas linhas de igreja – as rádios eram até democráticas, com a “guerra das gravadoras” – entenda-se aqui Renascer em Cristo, MK, Bompastor – aconteceu que determinadas rádios só tocavam os trabalhos de artistas ligadas a determinada igreja, assim, grandes nomes da música gospel foram deixados de lado, um exemplo: alguém se lembra de ter ouvido nessas rádios Guilherme Kerr, Asaph, Rebanhão, VPC, Gerson Ortega, Expresso Luz, Koynonia, Life, Semente, Sérgio Pimenta, e curiosamente, grandes trabalhos que foram apresentados por essas rádios deixaram de ser tocados, como o Hosanna Music, Amy Grant, Cris Tolim, Avalom, WOW, Sandy Patti, etc... isso foi bastante reduzido, hoje o que se toca é o trabalho que vende igual “água no deserto”, a moda Lagoinha-Quinlam-Shea etc., outra prova da “bagunça” que isso virou é simples: onde é que estão as grandes e pequenas bandas e cantores evangélicos que fizeram sucesso? Resgate, Brother, RM6, Raízes, Sal da Terra, Kleber Lucas, Oficina G3, Catedral, Katsbárnea, Kadoshi, Carlinhos Félix? Hoje, pouco ou nada se ouve deles, e esse pessoal junto com muitos outros, fizeram história no país, levaram muitos aos pés de Cristo, criticaram, aconselharam, convocaram?

Acho que isso é prova da má qualidade de hoje da música, e maior ainda é a ignorância de muitos, pois hoje quando alguém faz um crítica ou um comentário contrário a Lagoinha e Cia, pronto, vem sempre alguém dizendo que “isso é perseguição, inveja, dor de cotovelo, falta de amor a Deus”, enfim, quem criticar esse trabalho dos “grande levitas” vai para o inferno na opinião de muitos. Sinceramente, concordo com o júnior, prefiro ouvir rádios como a Nacional FM e outras que tocam MPB, Choro, Jazz, Bossa-nova, do que ouvir as atuais “rádios cristãs”, ou então vou montar uma rádio na web ou uma rádio pirata e começar a tocar os “renegados” da música gospel! Esta aí uma boa idéia.

Nenhum comentário: