terça-feira, novembro 20, 2012

Chifre virtual: um problema real?



Imagem: iStockPhoto 

Traição virtual também dói
A Internet mudou a forma como as pessoas se relacionam. Sites de relacionamento, redes sociais, salas de bate-papo e programas que permitem a troca instantânea de mensagens configuram, hoje, um campo fértil para aumentar círculos de amigos, conhecer pessoas com gostos parecidos e encontrar possíveis pretendentes. Até aí, nada a reclamar. Afinal, ainda que boa parte dessas histórias jamais migre para o mundo real, quanto mais variadas forem as formas de interação social, maiores as chances das pessoas toparem com alguém que faça seus corações baterem mais forte.

O problema é que o aumento da "oferta" também fez crescer as tentações. Se por um lado a rede de computadores permitiu a criação de novos tipos de relacionamentos, com ela também nasceram novas modalidades de traição. É, minha amiga, a pulada de cerca virtual, ao que tudo indcia, é um problema mais do que real para os casais do século XXI.
Cutucadas, mensagens e curtidas, inocentes à primeira vista, podem ser o início de algo com chances efetivas de terminar em um belo par de chifres enfeitando a testa de alguém. Envie o primeiro spam quem nunca recebeu um comentário com segundas intenções em alguma foto ou foi adicionado pelo amigo de um amigo que não pensou duas vezes antes de puxar papo.
Dar bola para o sujeito é uma escolha pessoal e envolve os mesmos riscos que os relacionamentos extra conjugais do mundo real. Isso porque, apesar da sensação de maior liberdade e coragem, as regras ainda são as mesmas. Então, nem tente usar a internet como atenuante para suas escapadinhas (mesmo elas sejam apenas via e-mail, whatsapp ou SMS). Porque, nesses casos, vale a intenção. E ela está presente mesmo nos atos não realizados fisicamente.
Isso não quer dizer que toda e qualquer interação nas redes sociais seja um convite ao adultério ou uma prova inquestionável de que seu namorado está tendo um caso com aquela menina do trabalho dele que vive comentando tudo o que ele posta. Homem morre de preguiça de mulher paranóica do mesmo jeito que morre de preguiça de olhar vitrine em shopping sem inteção de comprar nada. Então, melhor pensar bem antes de bancar a paranóica e sair por aí cobrando explicações sobre uma história que só existe na sua cabeça. Além de correr o risco de sair com fama de maluca e barraqueira (e homem odeia mulher maluca e barraqueira mais do que odeia juiz de futebol ladrão) você pode levantar a bola de uma história que ele talvez nem tenha notado.
A criação de perfis fakes para espionar ou testar a fidelidade do outro também é a maior roubada. Primeiro porque não significa nada: o cara ignorar suas investidas não quer dizer que ele seja santo e se ele te der mole pode ser mais uma questão de vaidade do que de real intenção de fazer alguma coisa para valer.
Se em algum momento seu namorado lhe passar a senha dele para uma situação específica, como verificar uma informação ou imprimir um arquivo, por exemplo, mostre que você é digna da confiança dele e JAMAIS use essa informação em proveito próprio e sem o consentimento dele. Invadir o e-mail ou o Facebook alheio é uma péssima escolha. Além de ser crime.
Caso role alguma desconfiança, vale a pena parar para pensar nas razões nas quais se baseiam essa sensação. Se a avaliação não for suficiente para matar a pulga atrás da sua orelha, uma conversa honesta com seu namorado é a melhor solução.
A internet é um reflexo do mundo real e, como tal, apenas reproduz seus comportamentos. Se o sujeito flerta com meio mundo no Facebook, a culpa é dele, não do Facebook. O site só expôs um comportamento que ele teria mesmo que as redes sociais jamais fossem inventadas pelo homem. Nada a ver ficar colocando a culpa pelas suas escorregadelas, ou de quem quer que seja, na rede. O uso que damos à tecnologia é que pode ser bom ou mau. Pense nisso antes de responsabilizar o mundo virtual por atitudes questonáveis que você pode vir a tomar.

sábado, novembro 17, 2012

Homem mais rico da China vive com R$ 40 por dia


Ele começou vendendo picolés e hoje tem uma fortuna avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 40 bilhões). Mas quem não conhece Zong Qing Hou não imagina a rotina do homem mais rico da China: ele come na mesma cantina dos funcionários e vive com R$ 40 por dia, segundo reportagem da rede de televisão britânica BBC.
'Gasto menos que meus empregados. Acredito na vida simples e dou dinheiro para a caridade. Apesar de ser rico, não serei odiado por isso', disse Hou, em entrevista na sede da sua empresa. Mas parece que o gene da frugalidade não foi passado adiante. A equipe de reportagem da BBC foi informada que o Lamborghini estacionado na frente da companhia pertence à filha do bilionário chinês.
Apesar de ser muito rico, Hou diz que o principal problema a ser enfrentado pelo próximo presidente chinês é justamente a desigualdade social. 'Muitos aqui ainda são pobres. Esse fosso social se tornou um problema enorme e fonte de muita insatisfação'. 
Foto: Reprodução/BBC
Faça um Detox Mental e se Torne mais Produtivo

Assim como o seu corpo precisa de desintoxicação se você abusar de álcool ou alimentos pouco saudáveis, o cérebro precisa de um detox da negatividade, excesso de trabalho e ansiedade. Esta é a aposta de Jason Selk, autor do best-seller Executive Toughness, abordada pela jornalista Minda Zetlin, que escreve para a coluna Start Do It, do Inc.com.

"A principal razão para nosso cérebro precisar de desintoxicação é que os pensamentos mais comuns costumam ser tóxicos", explica. Isso ocorre porque as pessoas parecem ter uma tendência biológica para se concentrar em problemas, em vez das coisas boas. “O oxigênio é um dos recursos mais valiosos para os seres humanos, mas nós não pensamos sobre como temos todo o oxigênio de forma abundante. Nós nos relacionamos uns com os outros da mesma forma. Leia os jornais, assista ao noticiário ou preste atenção na conversa ao redor do escritório: todo mundo está falando sobre os problemas em vez de soluções", exemplifica Selk.

A boa notícia é que você pode reprogramar seu cérebro para pensar mais positivamente e assim, se tornar mais feliz e produtivo. Que tal experimentar os passos a seguir sugeridos por Jason Selk pelas próximas três semanas?

1. Trace – e conclua - as três coisas mais importantes do dia
Tire algum tempo no início do seu dia para planejar o que você tem que fazer, selecione os três itens mais importantes e os faça primeiro. "Nós costumamos dar mais atenção ao que é urgente. Mas fazer o que é urgente em vez do que é importante traz a sensação de que se fez menos do que se poderia fazer”, aponta Selk.

Começar o dia com essas demandas mais relevantes, contudo, podem ajudá-lo com o resto. "As tarefas importantes são geralmente as mais duras, assim, se resolvê-las logo cedo, irá ganhar pontos no placar, o que pode te inspirar confiança e te dar impulso", ressalta.

2. Valorize pequenas melhorias e registre seus sucessos
Para Selk, as pessoas têm uma mentalidade perfeccionista. O ponto é que, ao buscar todo o tempo a perfeição, o desânimo será inevitável. “Para lutar contra isso, valorize pequenos sucessos, como os três primeiros itens que você eliminou da sua lista de tarefas", aconselha.

"É um processo extremamente estranho para a maioria das pessoas reconhecer diariamente o que eles fizeram bem", acrescenta. "Nós geralmente nos concentramos nos erros que cometemos e a tendência é que tudo que focamos ganhe uma importância cada vez maior. Portanto, é improdutivo manter o foco no que fizemos equivocamente". Em vez disso, experimente tirar um minuto por dia para reconhecer aquilo que você fez bem.

3. Comprometa-se a terminar o que começou
Jason Selk aponta que algumas pessoas terminam o dia com 90% do trabalho feito. Então, elas se sentem um pouco satisfeitas; é como se pudessem deixar esses 10% ‘para lá’", Selk diz. “É muito melhor concluir totalmente as suas demandas. Claro, algumas não são possíveis de finalizar no dia e quando isso acontecer, adie-as de maneira controlável”, ensina.

Como exemplo o escritor cita uma casa que precisa ser pintada. “Você pode até não conseguir pintar a casa em um só dia, mas tente finalizar ao menos um quarto em vez de pintar três pela metade”, pondera.
Essa abordagem leva a um estado mental melhor, pois as coisas que permanecem na lista de tarefas são como negócios inacabados e criam estresse e ansiedade.

4. Adote a combinação ‘exercícios e descanso’
Ambos são muito importantes para a saúde do seu cérebro. Estudos mostram que o exercício regular evita perdas na função mental que o envelhecimento e o estresse podem causar. Selk aconselha pelo menos três treinos de meia hora por semana. "A produtividade e energia que o exercício traz supera o que você perdeu em uma hora e meia", diz.

O descanso é igualmente importante para a mente. "O cérebro é realmente como uma bateria - exige uma noite de sono para recarregar. Então, trabalhar duro e esgotar a bateria não é ruim, desde que você durma bem”. O mesmo vale para o período em que está acordado. "Pegue o seu calendário e programe um dia só de descanso para cada ciclo de sete dias nas próximas três semanas", aconselha. "Você vai se tornar mais produtivo e mentalmente disposto para os outros seis dias", finaliza.

domingo, outubro 14, 2012

Pr. Djair Guerra encontra a Paz!

"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" (II Tm 4:7)



                Nesse domingo, 14 de outubro de 2012, fui informado na minha igreja - Primeira Igreja Batista de Brasília - do falecimento e sepultamento do Pr. Djair Guerra, na sexta-feira, 12 de outubro de 2012, há alguns meses eu fiquei sabendo que ele estava com câncer já em estado avançado, e tudo indicava que ele estaria em breve com Deus, e acabou acontecendo muito rápido.
                   Ao ouvir a notícia, comentei com Deus o seguinte: "o que fica na minha lembrança são as obras realizadas durante o seu pastorado, seu trabalho com famílias, as pessoas que se converteram ao evangelho, vidas que foram restauradas, famílias que foram reestruturadas, enfim, todo um legado que vai ficar! E quanto aos seus erros, bom, não sou juiz de nínguem e nínguem tem direito de sê-lo, como todo homem ele errou, mas se acertou com Deus, e cabe ao Pai e a ele uma conversa franca entre ambos, um acerto entre pai e filho!"
                   Engraçado, essa forma madura de pensar só veio com o passar do tempo, com a experiência, com a convivência com Deus e sou grato por ter aprendido alguma coisa a tempo, e por aprender com Deus que não cabe a nós sermos hipócritas e apressados em julgar os outros, mas sabermos olhar para o criador. E quanto ao Pr. Djair Guerra, ele esta muito melhor e mais feliz agora, bem mais feliz!

Kelsen Pio Belo Coelho   

quinta-feira, dezembro 01, 2011

Exclusão começa cedo....

Estava em casa, assistindo um filme que passava na Tv a cabo, no canal da Universal, chamado "Mágia Além das Palavras" (Strange Magic), baseado em uma biografia não-autorizada da autora da série Harry Potter, Joanne K. Rowling", o filme é bem interessante ao contar a determinação da autora do bruxinho, mas um fato me chamou a atenção foi o hábito do autor do livro, após o lançamento, ir até uma livraria e ler para o público alguns capítulos do livro, além de responder algumas perguntas dos fãs; me lembrei de ter lido várias reportagens sobre o assunto e de como era disputada a leitura feita pela própria autora, há quem diga que parecia entrega do oscar, com direito a sorteio altamento controlado, seguranças, local reservado, limusine, etc..., bom, foram poucas as vezes em que vi isso por aqui, autores lendo seus livros para leitores, acho que vi isso poucas vezes em algumas livrarias de shoppings, e menos ainda em bibliotecas públicas.
Na Bíblia, em Atos dos Apóstolos 8:26-40, relata a história do apóstolo Filipe, que é conduzido pelo Espírito Santo ao encontro de um importante Eunuco, ministro da rainha de Candace da Etiópia, e que estava lendo o profeta Isaías, mas que não estava entendendo nada, então ocorre o seguinte :

"Filipe aproximou-se e ouviu que o eunuco lia o profeta Isaías, e perguntou-lhe: Porventura entendes o que estás lendo? 
Respondeu-lhe: Como é que posso, se não há alguém que me explique? E rogou a Filipe que subisse e se sentasse junto dele."
 
Filipe perguntou: subiu no carro do Eunuco, lê para ele e explica o conteúdo, e a história segue, mas o que chama a atenção foi a primeira parte, em que ao ser perguntado se estava entendendo, o Eunuco diz "como posso entender, se não há alguém que me explique?". Bom, após alguém ler e explicar, o Eunuco entendeu, isso me fez pensar em alguns fatos, os índices de analfabetismo, até mesmo o analfabetismo funcional são alarmantes, o nível de ensino nas escolas públicas, principalmente no ensino fundamental é muito baixo, onde o principal problema é falta de leitura ou de compreensão do que se lê das crianças. Há tempos não se vê no país algo que deveria ser comum, salas de leitura, trabalhos com leitura para crianças, formas de se incentivar a curiosidade e o prazer de ler, até mesmo no caso do fenômeno Harry Potter, pois os livros não eram baratos - principalmente sendo a mina de ouro que são - então, como permitir a uma criança com poucos recursos poder ler esse livro? Bom, temos as bibliotecas públicas, aí não sei se é uma grande vantagem, pois a realidade da maioria delas beira entre o deprimente o desastroso, com poucas excessões ficando um pouco acima da linha da mediocridade e perto do sofrível, então, querendo ou não, vemos aí diversas formas de exclusão, pois para um autor ler em uma livraria dentro de um shopping é até fácil, mas o público que está lá não é em sua maioria o mesmo de áreas mais carentes, de escolas públicas mais simples.
Se Monteiro Lobato, o grande criador de um dos maiores e mais fantásticos universos infantis, estivesse vivo, com certeza o veríamos fazendo esse trabalho em escolas públicas, áreas carentes, invasões, etc., mas tanto ele, como Cora Coralina, Érico Veríssimo, Oswald de Andrade, entre outros, só podem ver uma nação que se compõe cada vez mais de exclusões indiretas, que criam milhões de "ignorantes" por não dar a eles simplesmente uma chance, ou por simplesmente, não ter nínguem que possa ler e explicar.

Kelsen Pio Belo Coelho

Problemas com a mídia

Ao ler o Correio Braziliense de hoje, dia 01/12/2011, uma notícia me chamou a atenção no editorial do jornal: "Arapongas do Senado usam programa da CIA que custa R$ 96 mil anuais" http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica-brasil-economia/33,65,33,14/2011/12/01/interna_politica,280917/arapongas-do-senado-usam-programa-da-cia-que-custa-r-96-mil-anuais.shtml, a notícia a princípio nos deixa indignados com mais uma notícia de desperdício do dinheiro público, mas ao ler a notícia e analisar com calma, fica clara a manipulação da notícia por parte do jornal, o gasto anual de R$96 mil reais pelo software, permite a investigação de casos pesados de corrupção no valor de milhões de reais cada caso, ou seja, o programa mais do que se paga.
Existe um grande problema hoje com os meios de informação que temos disponíveis, vivemos uma total falta de integridade de boa parte da mídia, ou no mínimo de falta de conhecimento do que se escreve, não existe nada de graça hoje, tudo tem seu preço mas parece que isso não está claro para quem escreve notícias em jornais, uma pena, pois com os avanços tecnológicos, as ferramentas e meios para cybercrimes são imensas, e para combatê-las é preciso ter um arsenal ainda maior e mais poderoso, pois assim, casos graves como os crimes contra o INSS, que já estão na casa dos bilhões de reais não ocorreriam tanto e seria possível descobrir, prender e processar os culpados.

segunda-feira, setembro 20, 2010

Nova Leva de Concursos

Uma nova leva de concursos estão previstos, INSS, outro concurso do MPU, Senado Federal, Polícia Federal (Área Administrativa e Área Fim), estão no gatilho.


INSS deve abrir 2,5 mil vagas para técnicos e analistas



Guilherme de Almeida – Do CorreioWeb

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) confirmou que deve lançar concurso público com 2,5 mil vagas, 500 oportunidades a mais do que havia sido publicado anteriormente. De acordo com o pedido do INSS enviada ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP), serão oferecidas 2 mil vagas para o cargo de técnico do Seguro Social – de nível médio – e 500 oportunidades para analistas – função que exige nível superior.

O último concurso do INSS foi realizado em 2008 e ofereceu remunerações iniciais de R$ 1,9 mil para técnicos e de R$ 2,2 mil para analistas. O órgão disponibilizou duas mil vagas, das quais 1,4 mil destinadas para técnicos e 600 para analistas. O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe/UnB) foi a empresa responsável pela organização do certame.

As ofertas para analista estavam distribuídas entre os cursos de arquitetura, arquivologia, biblioteconomia, ciências da computação, ciências atuariais, comunicação social, direito, engenharia (civil, segurança do trabalho, telecomunicações, elétrica e mecânica), entre outras.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Cristãopores


Lendo uma matéria do Correio Braziliense com o cantor Roberto Frejat – para quem não sabe, é o vocalista/guitarrista e líder da banda de rock Barão Vermelho – foi perguntado a ele o que acha das bandas de um sucesso só, muitas delas fúteis, pasteurizadas e sem substância, autênticas “bandas isopor”, ao terminar, comecei a refletir sobre esses adjetivos, e como isso tem se aplicado no meio Cristão. Comecei a me lembras dos grandes e eternos sucessos como o “Evangelho da Salvação” – o original é clara, em que o único preço é aceitar a Jesus como Senhor e Salvador - , “Jesus, o único caminho”, “Aquele que quiser me servir tome sua cruz e siga-me”, sinceramente, com estilos que não se envelhecem ou se perdem com o tempo, com melodias harmoniosas, mas principalmente com uma letra profunda e legítima, algo fácil de ser entendido.

    Como um Cristão que sempre admirou tais sucessos, fica fácil entender porque o evangelho autêntico e coeso, já dura tanto tempo, e mais fácil ainda é saber distinguir a quantidade de “evangelhos isopor”, que só sabem fazer barulho e desviar os mais novos da verdade. O interessante é que o próprio Cristo já havia avisado do surgimento de cópias baratas, evangelhos de R$1,99 e pregações piratas, que com sua má qualidade, distorcem o original, dando o surgimento a outro tipo de evangelho, vendido e acreditado como se fosse autêntico, enfim, puro café de 4 dias requentado, uma porcaria!

    O que me assusta, é a nova leva de “cristãopores” ou seria “cristãopodres”? – resolvi unir o as palavras para ficar mais fácil – invadindo e mudando o comportamento nas igrejas, hoje o que se vê é um grupo que só tem aparência e faz barulho, que repete comportamentos de fora, modas e “gírias” e ainda prega que é uma adaptação aos “tempos modernos” – caso alguém visse o filme do grande Charles Chaplim, entenderia o quão ruim é essa nova modernidade apregoada – enfim, parece que ninguém atenta o que diz Eclesiastes 11:9: “Alegra-te, jovem, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; sabe, porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.”, sinceramente, toda essa efemeridade tem tempo contado, e o que vai vir depois disso? Tenho  um adesivo pregado em minha pasta que diz o seguinte: “A minha história, eu faço!”, e pretendo fazer a minha, firmado no pleno evangelho e no temor a Deus, porque não quero que se cumpra o que diz em Eclesiastes 12:1:   “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento;”

    Enfim, vive-se um momento de “geração isopor”, só com  aparência, fáceis de serem manipulados e sem qualquer conteúdo ou estrutura, que só servem para ficar boiando, sem nenhuma profundidade com o conhecimento da palavra de Deus e de sua obra, pena, pois são todos fáceis de serem quebrados e jogados no lixo.

Kelsen Pio Belo Coelho

sexta-feira, julho 03, 2009

Noção ou Perseguição?

A Fifa repreende comemoração religiosa do Brasil na África

Agência Estado

Publicação: 01/07/2009 20:32 Atualização: 01/07/2009 20:45


Zagueiro Lúcio exibe camisa com nome de Jesus - (Siphiwe Sibeko/Reuters)
Zagueiro Lúcio exibe camisa com nome de Jesus
A comemoração do Brasil pelo título da Copa das Confederações, na África do Sul, e o comportamento dos jogadores após a vitória sobre os Estados Unidos causaram polêmica na Europa. A queixa é de que a seleção estaria usando o futebol como palco para a religião. A Fifa confirmou à Agência Estado que mandou um alerta à CBF pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao final do jogo contra os EUA, os jogadores da seleção brasileira fizeram uma roda no centro do campo e rezaram. A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme. Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes da Europa. Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo. Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir o Brasil.

"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo. A entidade prevê punições em casos de descumprimento. Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida. Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica. Ao fim da Copa do Mundo de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época. Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira. A entidade diz que está "monitorando" a situação. E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos relevantes sobre o assunto". A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final. E as leis apenas falam da situação em jogo.

Ao ler essa reportagem, minha primeira reação foi a de indignação com a posição da FIFA sobre o assunto, e pelo que foi relatado, parece existir uma certa implicância com a Seleção Brasileira, refletindo um pouco mais, deixei a indignação de lado para começar as minhas indagações, a alegação da FIFA teria alguma razão? Bom, alegar que futebol e religião não podem se misturar tem um certo sentido, se olharmos a questão dos radicalismos, mas porque proibir a gratidão das pessoas a Deus, aliás, o personagem central de toda a comemoração, não se falou ali em religião, mas em Deus, em Cristo, conhecido mundialmente, então como separar a questão da comemoração em gratidão a Deus do futebol? Se olharmos pelo lado da alegria, da vitória, reconhecer e agradecer a Deus por tudo que foi feito até ali é a expressão de felicidade de cada um, cada jogador sabe o que passou para chegar até aquele momento, como dizer para não agradecer ao "Ser Maior"? Se olharmos pelo lado humano, como exigir que se proíba a manifestão da gratidão? Quer dizer que pode-se correr semi-nu diante de milhões de pessoas, dançar, rolar, pular, fazer gestos divesos - muitos de caráter duvidoso e questionáveis - mas ser grato a Deus não? Ou seja, cada jogador deixará fora do campo sua "essência", seu "espírito" - talvez os deixem no armário do vestiário - e irão jogar? Se alguém conseguir tal feito, é melhor sinceramente não entrar em campo, pois como é que se joga incompleto? A resposta é simples, não se joga!

Acho que FIFA deveria se preocupar com assuntos mais importantes como a violência, as transações milionárias e duvidosas, o "apartheid" que existe no futebol, afinal clubes europeus tem sempre mais vantagens e preferências em relação ao resto do mundo. E falta aos diretores do respectivo órgão - cristãos em sua maioria, pelo menos é o que dizem - saber que nínguem impede a glória e o louvor a Deus!


segunda-feira, setembro 15, 2008

Ícone? Qual o seu fruto?

Há algumas semanas, um grande "ícone" - ainda sou acostumado a relacionar ícone com computação - da música pop completou 50 anos, Michael Jackson veio do nada e soube fazer o seu caminho, mas em algum momento se perdeu! Sua história não foi fácil, com uma infância difícil e um pai severo e repressor, Michael junto com seu irmãos conseguiu romper barreiras, fossem sociais, raciais ou econômicas; fenômeno absoluto, o grupo Jackson 5 foi fenomenal, presença constante na mídia, chegaram a ter um desenho animado produzido, já na década de 70, Michael já dava seus primeiros passos na carreira solo, o auge veio com a parceria junto a Quincy Jones, primeiro com "Of The Wall" e depois com o sucesso Triller - mais de 110 milhões de cópias vendidas no mundo, teve 8 de suas músicas nas paradas da Billboard, esteve em primeiro lugar nas paradas por 8 meses seguidos, etc.. - não há como negar, que Michael Jackson atingiu seu auge, mas junto ao sucesso, vieram os problemas, boatos, esquisitices, manias que chocaram a muitos e permitiram todo o surgimento de boatos, sua carreira começou a declinar com a não repetência de sucessos, escândalos e acusações - por mais absurdas que parecessem - de abuso sexual, hoje o astro completou 50 anos não como um ícone, mas como uma icógnita na minha opinião, assim como muitos, que chegam a um momento da vida e vivem apenas de glórias passadas e inglórias recentes.

Não só Michael Jackson, mas outros nomes passaram o mesmo. No meio cristão, infelizemente são muitos os exemplos de grandes homens e mulheres, usados por Deus no passado, que tiveram duras quedas, muitos não se recuperando, outros tentando se reerguer, mas sendo assombrados e cobrados por seus erros, não quero aqui bancar o inquisidor, acusando e julgando, mas prefiro enxergar tal situação por outra ótica, quem nós somos e o que somos? Ícones ou Icógnitas? A Bíblia é clara ao afirmar "Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles prazer" (Ec 12.1), perdemos nosso tempo nos escondendo ou nos justificando nos outros, nos pastores, nos grandes líderes, pregadores, evangelistas, etc... é fato que muitos se inspiraram nas palavras, pregações e na própria pessoa de Billy Graham, mas ele não deixou de ter seus problemas, seu filho foi por um bom tempo, alguém que fazia o inverso do exemplo do pai, mas os frutos de Graham estão aí, mas não o "Grande Billy Graham", mas o homem Billy Graham, evangelista, pai de família, homem comum, soube ser um ícone para sua família, não importa para ele hoje ser lembrado como o grande evangelista das massas, mas o homem que procurou ser alguém que vivia a vontade de Deus! Conheci várias pessoas, que tiveram sua fé solidificada em Cristo através do exemplo simples de pais e avós, muitos que em sua pouca sabedoria souberam se tornar ícones a serem seguidos, e quando descansaram em Cristo, não foram lembrandos por seus grandes feitos em suas cidades, mas por aqueles que foram exemplos a serem seguidos. Que possamos ser assim, ícones que permanecem como exemplos, e não icógnitas, que com o chegar dos anos, se questionam sobre quem são, vivem acorrentados a fatos do passado e permanecem sem esperança, apenas se lamentando de não terem feito o melhor quando tiveram chance!

Kelsen Pio Belo Coelho

quinta-feira, agosto 21, 2008

Projeto Prosa e Canto




















































































































































Pelas Estradas desses Brasis


PELAS ESTRADAS DESSES BRASIS

Carlinhos Veiga convida

DATAS E ARTISTAS CONVIDADOS

18 de Agosto de 2008 - Carlinhos Veiga e Stênio Marcius (SP)
22 de setembro de 2008 - Carlinhos Veiga e Rubão (MA)
27 de outubro de 2008 - Carlinhos Veiga e Expresso Luz (GO)
24 de novembro de 2008 - Carlinhos Veiga e Telo Borges (MG)

Carlinhos Veiga é um músico goiano, radicado há mais de 10 anos em Brasília. Sua carreira musical foi iniciada ainda nos anos 80, no Grupo Expresso Luz. Desde sua saída do grupo, motivado por sua transferência para a Capital Federal, decidiu seguir num projeto mais comprometido com as raízes culturais brasileiras, buscando uma sonoridade acústica através de pesquisas e de intercâmbio com músicos de outras regiões brasileiras.

Muito embora a música de Carlinhos Veiga tenha por base instrumentos característicos da sonoridade regionalista, como a viola caipira, a viola de cocho, o acordeom, as percussões, entre outros, a aplicabilidade dos mesmos resulta num som com nuances urbanas, fruto dessa miscigenação de sonoridades. E isso não se torna nenhum peso: é inegável a influência da música caipira e nordestina em suas composições, mas também é inegável a influência de artistas consagrados da MPB. Carlinhos não é purista, muito menos perfeccionista.

Procura revelar a confluência, às vezes até conflitiva, dos estilos com os quais convive. O resultado dessa caminhada pode ser percebido em seus seis CDs, gravados em diversos omentos de sua carreira: Terra (1995), Menino (1999), Mata do Tumbá (2002), Santa Louvação (2004), Siripequi (2005) e Flor do Cerrado (2007). A sua última produção contou com o apoio cultural da Secretaria de Cultura do GDF, através do Fundo da Arte e da Cultura (FAC).

Nos últimos anos Carlinhos se apresentou em Brasília na sala Martins Penna do Teatro Nacional, Teatro SESI de Taguatinga, Projeto Cultural da Aliança Francesa, Estação 504 do SESC, Feitiço Mineiro, Sala Cássia Eller do Complexo Cultural da Funarte e Clube do Choro. Apresentou também seu trabalho nas cidades de Goiânia, Belo Horizonte, Vitória, Belém, Porto Velho, Tatuí (SP), Maceió, Olinda, Rio de Janeiro, São Paulo, Pelotas (RS), Curitiba, Florianópolis, Londrina e em países como Angola, Estados Unidos, Portugal e Itália. Um próximo projeto inclui apresentações da cultura musical brasileira por países do continente africano ainda em 2008.

Stênio Marcius é de São Paulo. Seu trabalho como compositor é reconhecido em todo o país. Tem mais de 300 composições, algumas delas gravadas por músicos do quilate de João Alexandre, Edilson Botelho, Banda Ágape, VPC, Expresso Luz, Priscila Barreto, entre outros.

O início de seu trabalho se deu nos anos 80, com o Grupo Atos, cujo estilo lembrava os grupos Tarancón e Raíces de América, explorando a riqueza dos ritmos latino-americanos. Uma das principais marcas do trabalho do Stênio são suas letras de grande beleza poética e melodias
surpreendentes e envolventes.

Tem três CDs gravados: Tapeceiro (1999), Vida de Criança (2001) e Estima (2004). Está preparando seu quarto trabalho, com lançamento previsto para setembro de 2008.

Rubão é compositor, instrumentista e vocalista da Banda Cia. de Jesus, conhecida no meio cristão como um dos maiores expoentes do Reggae, estilo que marca as apresentações da Banda. Contando com um vasto repertório, consagrado pelos 16 anos de carreira, a Banda Cia. de Jesus tem em seu currículo quatro CDs, diversas turnês nacionais e três internacionais (EUA e Canadá).

Com o fim de dar vazão ao seu talento inato para a composição musical, Rubão lançou recentemente, de uma só vez, dois CDs inéditos como cantor solo. Nordestino de São Luis do Maranhão, o cantor se apresenta nesses CDs basicamente como um “menestrel do sertão”.

No CD denominado “Uma história e um Violão”, Rubão canta canções recheadas de referências à sua fé (cristã), sua terra natal, as lutas e a beleza do “chão”. O outro CD, chamado “Poema” é também marcado por canções que valorizam o estilo regional, contudo focadas em temas sociais, cultura popular, romântico e amizade. Tudo isso com muita poesia e humor, características marcantes nas composições do artista.

Expresso Luz: As origens do Expresso Luz estão no ano de 1978, quando um grupo de cristãos, ligados à Mocidade Para Cristo, estudantes do Colégio Carlos Chagas, em Goiânia/GO, resolveram cantar para os seus colegas em uma programação de final de ano.

Após essa primeira iniciativa, o grupo continuou cantando em igrejas e eventos da MPC. A partir de 1985 veio a mudança com o novo nome: Expresso Luz.

Atualmente o Expresso Luz é formado por seis músicos com grande atuação no cenário musical de Goiás. Reny Cruvinel (violão e voz) e Romero Fonseca (flauta, gaita e voz), Jader Steter (bateria), Dimar Viana (violão e voz), Bruno Rejan (baixo) e Índio Mesquita (violão e voz).

Uma característica da banda é trazer para o meio cristão uma sonoridade brasileira, algo raro de se encontrar neste segmento. No final de 2007 o Grupo gravou seu primeiro dvd ao vivo, também lançado em CD. Assim, já são 8 CDs lançados desde 1987, com várias formações.


Telo Borges: Ele vem de uma época em que ter algum parentesco com um artista famoso ou consagrado, presumia necessariamente já ser provido de talento, e Telo Borges não fugiu a regra. Irmão de Lô, Márcio e Marilton Borges, Telo iniciou sua promissora carreira aos tenros 11 anos de idade, tocando piano e cantando no álbum Milagre dos Peixes, de Milton Nascimento. Começo melhor não poderia ser.

Já se esperava uma ascensão do garoto pianista que fez trilhas para teatro e rapidamente garantiu seu lugar em bandas de Toninho Horta, Wagner Tiso, e com o irmão Lô Borges. Mas o melhor estava por vir. Em 1978 compõe o que se transformou num clássico da música mineira e brasileira, a belíssima canção Vento de Maio, inicialmente gravado no álbum A Via Láctea, do irmão Lô Borges e um ano depois eternizada na voz da inesquecível Elis Regina, no álbum antológico O Trem Azul. Assim Telo Borges entra definitivamente para o time seleto dos grandes compositores mineiros e brasileiros.

Já com uma carreira consolidada, Telo foi emprestar seu talento de músico, tecladista e arranjador a Beto Guedes, com quem permaneceu pôr mais de 10 anos e a quem teve uma composição sua Alma de Borracha, gravada e que acabou intitulando um dos álbuns de Beto Guedes gravado em 1987.

Telo Borges tem composições suas gravadas por: Biafra, Flávio Venturini, 14 Bis, Lô Borges. Mas foi numa parceria com o sempre presente Milton Nascimento, carinhosamente apelidado de “ Bituca”, que Telo conquistou um novo patamar ao ganhar o prêmio GRAMMY LATINO 2003 DE MELHOR CANÇÃO com a belíssima Tristesse. Essa canção foi gravada no elogiado álbum de Milton, Pietá . Com ele Telo Borges percorreu Europa, Japão, África e Estados Unidos como um dos tecladistas da banda de Milton, nessa recente turnê.

Sua versatilidade como compositor também pode ser apreciada nos cds Vento de Maio, em 1998, O Poder Mágico, de 2002, e mais recentemente Centelha no Olhar, 2006 .

Os links abaixo são de alguns vídeos da 1ª Edição

Vídeo 1, Vídeo 2, Vídeo 3, Vídeo 4, Vídeo 5, Vídeo 6, Vídeo 7


Kelsen Pio Belo Coelho



quarta-feira, agosto 06, 2008

7 pecados de um currículo

Uma matéria muito interessante, vale a pena ler.

segunda-feira, abril 07, 2008


Antes que Eles Cresçam

(adaptação de um texto do poeta affonso romano de sant’anna)

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos. É que as crianças crescem independente de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença.

Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular, entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem, de repente. Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maturidade, que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

Onde é que andou crescendo aquele danadinho, que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica, desobediência civil, e você agora está ali, na porta das festinhas esperando que ele não apenas cresça, mas apareça, ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre skates, cabelos soltos.

Entre hamburguer e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda, nos ombros nus, ou então com a blusa amarrada na cintura ou debaixo do uniforme. Está quente, achamos que vai sentir calor, achamos que vão estragar a blusa , mas não tem jeito, é o emblema da geração.

Pois ali estamos, com os cabelos já embranquecidos, esses são os filhos que conseguimos gerar apesar dos golpes dos ventos, das colheitas das notícias e das ditaduras das horas, e eles crescem meio amestrados, observando nossos muitos erros.

Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

Não mais os colheremos nas portas das festas, quando surgirem entre gírias e emoções. Passou o tempo do judô, do balé, da natação e do inglês. Saíram do banco de trás e passaram para o volante das próprias vidas.

Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências, ente os lençóis da infância e os adolescentes cobertos, naquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores. Não, não os levamos suficientes vezes ao maldito play center, Beto Carrero, ao shopping, não lhe compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo nosso afeto.

No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre malas, pacotes, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos. Sim, havia as brigas dentro do carro, disputa pela janela, pedido de chicletes e sanduíches, cantorias infantis. Depois chegou a idade em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível largar a turma e as primeiras namoradas. Os pais ficaram, então, exilados dos filhos. Tinham o silêncio que sempre desejaram, mas não de repente, morriam de saudades daqueles pestes.

O jeito é esperar. qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado não exercido nos próprios filhos e que não podem morrer conosco.

Por isso os avós são tão desmensurados e distribuem tão incontrolável afeição.

Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

(recebi por e-mail e repasso a todos que sentem, como eu, o tempo escorrer por entre os dedos)

Por isso é necessário fazer alguma coisas a mais, antes que eles cresçam.

Kelsen Pio Belo Coelho

quarta-feira, março 12, 2008

Ode de Um Guerreiro


Pensei não ser nínguem, mas a semente já estava plantada em mim,
Tive longas caminhadas e um duro treinamento,
Chorei e lamentei, pois não acreditava que conseguiria,
Mas a semente germinou, e toda a garra do guerreiro
Explodiu no meu peito, queimou meu espírito,
Aliviou meu coração, fortaleceu minha alma,
Meu Deus, Meu Pai, Meu Amigo fez isso.
Hoje, a cada batalha, a cada luta, sou ferido,
Mas não fujo, enfrento meus inimigos cara-a-cara,
E ao fim de cada uma delas, meu Deus que sempre é comigo,
Se senta ao meu lado, e cuida das minhas feridas, do meu coração,
Cuida de mim, e mesmo sem entender, aprendi apenas a obedecer e a
Confiar. Este é o meu código de honra, gravado no meu coração, na minha alma,
A ti oh Deus, servirei e confiarei, pois o Senhor NUNCA me abandona.

Kelsen Pio Belo Coelho

segunda-feira, outubro 29, 2007

Rio Chumbo Quente



Rio Chumbo Quente ( Mc Júnior e Mc Leonardo)


Infelizmente já morreu muito inocente

Nessa guerra deprimente

Onde reina a lei do cão


A decisão para combater vagabundo

Prejudica todo mundo quando é o caveirão

Os Caveiras são treinados para deixar corpo no chão

Os Bandidos sabem disso e trocam tiro de montão

Dizem que a bala é perdida

Mas quem tá perdido é a gente

Salve-se quem puder

Porque no Rio o chumbo é quente


E facilmente várias armas e vários pentes

De calibres diferentes vêm chegando no morrão

Vem munição de toda parte do mundo

Vários tiros por segundo

Lança míssel, granada e rojão


“Pros” menores despreparados cheios de disposição

Para enfrentrar a polícia e o bandido alemão

Traficantes, Governantes, por favor pensem na gente

Salve-se quem puder

Porque no Rio o chumbo é quente.


Vídeos:
Vídeo 1
Vídeo 2

“SL 11:5 O SENHOR prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma.

SL 58:2 Antes no coração forjais iniqüidades; sobre a terra pesais a violência das vossas mãos.

PV 4:17 Porque comem o pão da impiedade, e bebem o vinho da violência.”

Sucesso no Rio de Janeiro e é claro em todos os bailes “funk”, essa música não só é destaque como já tem os seus respectivos vídeos, que estão disponíveis para quem quiser ver, o que me chama a atenção aqui não é a questão polêmica envolvendo o as forças policias, em específico o BOPE, e traficantes fortemente armados, mas a questão da banalização da violência.


Há um diálogo interessante de Cristo com seus discípulos, em que ele dizia:

“3 E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?

4 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane;

5 Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.

6 E ouvireis de guerras e de rumores de guerras; olhai, não vos assusteis, porque é mister que isso tudo aconteça, mas ainda não é o fim.

7 Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.

8 Mas todas estas coisas são o princípio de dores.”

Bom, a resposta dada nos dá a seguinte certeza, as coisas por aqui ainda vão piorar muito, mas vamos ao que interessa, que mudança de valores é essa em que a vida humana vale menos que nada e a violência se tornou a forma real de se resolver tudo?

Até a geração passada, a questão de morte era sempre associada às pessoas mais velhas, idosos e doentes, o que se falava sempre era que os mais novos tomariam conta de tudo, que seriam o futuro, hoje devemos nos perguntar se vale a pena pensar no futuro.

O Rio de Janeiro se tornou um símbolo curioso no nosso país, um símbolo do que não queremos, do que esperamos que aconteça e do que não queremos que aconteça, entendeu? Explico:

Um símbolo do que não queremos: o Rio deixou de ser cidade maravilhosa para se tornar uma cidade de fazer inveja a muito filme de faroeste, a violência tomou conta da cidade, e por mais que insistam em dizer que não é bem assim, a verdade dura é que a violência cresceu no Rio como um câncer, alimentado pelas mazelas sociais, politicagens e uma conveniência hipócrita de parte da sociedade carioca que acha que fumar seu “baseado”, cheirar sua “carreirinha” não prejudica ninguém, só alimenta a indústria do crime e do tráfico, a população do Rio vive cercada por traficantes, traficantes rivais, policias, milícias e abandono social. Quem não se lembra da guerra de traficantes que durou mais de uma semana na favela da Rocinha e que até mesmo a polícia estava com dificuldades para resolver? Ou da “temporada de caça aos políciais”?

Do que esperamos que aconteça: bom, o governador do Rio de Janeiro e o Secretário de Segurança Pública declararam “guerra ao crime”, reforçando a polícia, treinando, e mandando seus homens para a guerra, PATAMO, CHOQUE, BOPE, CORE, POLINTER, e outras unidades das polícias militar e civil, entraram nessa guerra para valer, e o que mais se vê nos noticiários são tardes de tiroteio, invasões, táticas de guerrilha urbana, alguns morros já começaram a ver alguma melhoria com tais ações, mas a que preço?

Do que não queremos que aconteça: O número de mortos em cada guerra travada, não para de crescer, ambos os lados se acusam, e muita gente – incluam-se aí vários hipócritas – questionam e acusam a polícia de abusos, mas sou obrigado a concordar com o secretário de segurança pública do Rio, que disse: “O remédio para a violência no Rio de Janeiro é amargo”, será que precisou chegar a esse ponto para poder se fazer alguma coisa?

A Bíblia é clara quando se refere aos “homens amantes da violência”, algo que parece inato ao DNA de cada um, desde os tempos de Caim, os homens se matam e sentem prazer nisso, e com o tempo vão aumentando e melhorando tal “arte”, se olharmos com mais cuidado, tudo se resume a uma só coisa: “A falta de temor a Deus”, pois “ O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre. Sl 111:10”, pois quando se perde o temor aceitando como normal pequenos “pecados”, ou melhor pequenos “deslizes” como dizem muitos, começamos a trilhar o caminho que nos levará à violência e com certeza a morte.

O Rio de Janeiro é um exemplo disso, hoje padece por ter aceitado essas mazelas como coisas normais, aceitado como normal o “baseado”, a roubalheira e por aí vai, que essa lição sirva para a nação e para cada um de nós, do contrário, o remédio poderá ser bem amargo.

Kelsen Pio Belo Coelho

quinta-feira, agosto 30, 2007

Pescar num lago seco!















Há alguns dias vi um debate na televisão, mais especificamente no “Programa do Jô”, numa quarta-feira com as “Meninas do Jô”, e a jornalista Ana Maria Tahan do Jornal do Brasil, fez uma crítica aos programas assistenciais do Governo Lula, dizendo que não adianta só dar o peixe não ensinar a pessoa a pescar – já notaram que qualquer um que quer bancar o sociólogo usa essa expressão? – e então a jornalista Lílian White Fibe respondeu o seguinte: “Não adianta ensinar uma pessoa a pescar se a lagoa está seca!”.

Isso me levou a refletir um pouco nessa questão, segundo estimativas, o Brasil tem 40 milhões de miseráveis, pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, abaixo das condições mínimas de sobrevivência, ou seja, no Brasil, os números são bem maiores, mas não parece nos abater!

Existe um problema entre os presidiários, chamado de “institucionalização”, após um longo tempo na cadeia, os presos estão tão integrados àquela rotina que não conseguem sair dela, ou enxergar que existe vida fora dela, não se adaptam à vida fora da cadeia e acabam voltando para ela, seja através do crime ou simplesmente voltam e não saem mais.

Será que não é isso que está ocorrendo com cada um de nós, nos acostumamos as nossas vidas, nosso cotidiano, nossa labuta, e para nós tais políticas parecem assistencialismo eleitoral, ficamos revoltados com a “farta” distribuição de renda a quem não tem nada – que se resume a uma ajuda entre R$40 e R$100 dependendo do(s) programa(s) – aplaudimos sociólogos que criticam tais programas, mas não conseguimos ver o outro lado da notícia, de pessoas, que sobrevivem com tão pouco e do quão importante é isso! Acredito que somos ingratos, pois se damos um duro danado, por que essas pessoas não vão procurar emprego para fazer valer o seu suor? Talvez porque o emprego que se ofereça seja morrer de fome e ser mais um número nas estatísticas.

Ai, ai......

quarta-feira, agosto 15, 2007

Brasília e suas crias.....


É sabido que algumas espécies matam suas crias pouco tempo depois após o seu nascimento, parece que o instinto maternal delas não dura mais que alguns segundos, e volta a valer a lei da selva, a lei do mais forte, fico imaginando se a capital federal não deveria fazer o mesmo, não só em relação a nossos políticos, mas também a certas "celebridades" artíticas, personagens como Jô Soares, Hebe Camargo, Daniela Cicarelli já fizeram suas referências pejorativas à capital federal, pena o desconhecimento deles, já que a maior parte dos políticos não é daqui, mas de fora, principalmente do Rio de Janeiro e São Paulo, que detêm as maiores bancadas no congresso e são responsáveis pelas maiores roubalheiras.

Brasília, bem ou mal, tem procurado dar um exemplo de indignação e caça a seus políticos, Roriz, Pedro Passos, Luiz Estevão e outros sabem bem disso, ainda há muito o que fazer, isso é só o começo, mas o ideal é que todos percebam que o mal não vem de Brasília, mas vem para Brasília, políticos com uma folha corrida na polícia de fazer inveja a muito traficante, e estão aí, ditos representantes do povo, mas farsantes e biltres, ignorantes em seus deveres, alienados e dedicados a interesses próprios. Que a população acorde e saiba não apenas dizer não a essas pestes na hora da eleição, como cobrar e fiscalizar durante seus mandatos.