sexta-feira, dezembro 15, 2017

Foi bom enquanto durou.......

        Se você olhar nesse blog, vai encontrar uma postagem de Janeiro de 2013 onde eu falei com alegria dessa onda “oitentista” que estava de volta, citando dois produtos que marcaram a infância de todos nós: o chocolate Lollo e o lanchinho Mirabel.

         Pois é, foi com muita alegria que postei essa notícia, e após o lançamento, confesso, eu comi muito chocolate Lollo, seja pelo sabor, seja pela lembrança da época, era um sinal de que a gigante suíça estava olhando com carinho para o mercado brasileiro, uma vez que diferente dos números no resto do mundo, no Brasil, o Lollo era o carro chefe e campeão de vendas da Nestlé. Pois bem, esse amor durou pouco, foi fechada oficialmente a venda da fábrica brasileira de chocolates Garoto para a Nestlé, e de acordo com as normas do CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômico, 10 marcas terão que ser desfeitas, ou seja, vendidas para outras empresas, estão nessa relação: bombom Serenata de Amor, Sensação, Chokito e o Lollo, além de outros produtos que não foram divulgados. 

            É uma grande pena, pois com pouco mais de 4 anos e boas vendas no país, o Lollo vai deixar de existir, e digo isso porque mesmo que ele seja vendido para uma concorrente, tudo nele irá mudar.

          As negociações para a compra da fábrica da Garoto ocorreram em 2002, mas foram suspensas primeiro pelo CADE e depois em decisões judiciais que obrigaram as duas gigantes a continuar como estavam, agora, com a fusão oficial e autorizada pelo CADE, na minha opinião, perde o Brasil, pois a principal marca de produtos de chocolate 100% brasileira vai deixar de existir, alguns produtos do catálogo da Garoto irão sair de linha e produtos produzidos para o mercado brasileiro poderão ser descontinuados com o tempo, ou seja, o famoso baton Garoto pode ser só uma lembrança daqui há alguns anos, o jeito é esperar para ver.


       A gigante Mondelez, dona de marcas como Oreo, Lacta, Trident entre outras, está em negociação com Nestlé/Garoto para a compra desses produtos que terão que ser vendidos, mas parece que uma norma do CADE, impede que a segunda maior marca do país compre essas marcas, ficando a venda disponível para a Arcor e a Hershey, duas marcas muito ruins na minha opinião, que estão décadas atrasadas em se fazer um bom chocolate. Assim, fica um conselho, vá até a distribuidora mais próxima ou a supermercado, e compre uma caixa desses chocolates enquanto você ainda os encontrar para vender......

terça-feira, outubro 17, 2017

Laços: A Turma da Mônica em Live Action

Bom, já faz algum tempo que não escrevo nada por aqui, então já era hora de voltar, e nada melhor do que poder escrever sobre um assunto que com certeza me emocionou, há algum tempo foi publicada a HQ "Laços", uma versão mais realista da Turma da Mônica, mas não é nada envolvendo ideologia de gênero, drogas, sexo ou questões religiosas, apenas trouxeram a realidade traços infantis mais comuns, medos, amizades, desejos sinceros e outros sentimentos infantis, sem toda essa porcaria dos dias atuais.... Laços trouxe traços mais modernos e realistas para a turminha que todos nós amamos, tanto que ela foi classificada como uma "Novela Gráfica" (Graphic Novel), e publicada pela Panini, uma HQ que vale a pena ler, mas qual não foi minha supresa ao ver que essa HQ está sendo filmada em "Live Action", ou seja, com atores reais? Para se ter uma idéia, poucas foram as "Graphic Novels" que foram adaptadas para o cinema e que deram certo, mas poder ter a chance de ver um filme da Turma da Mônica com atores de verdade é algo que mexe com a gente. A história faz diversas referências e homenagens a ícones infantis de várias gerações, de filmes como: Rocky, Conta comigo, De volta para o futuro, Curtindo a vida adoidado, Warriors (para mim até ET) e a personagens de outras revista como Luluzinha o Manual do Escoteiro Mirim, brinquedos como o caminhão de lata do cascão, os bonequinhos do He-Man e Thundercats do Cebolinha, além é claro de referências a histórias clássicas da turminha como: "A Dona da Rua", "As Balas Bilula" e "Como Atravessar a Sala" e tudo isso envolvendo um enredo em que o Floquinho - o cachorro verde do Cebolinha, que nínguem nunca sabe se ele vem ou vai - desaparece e a turminha parte em sua procura. Se você pensa se é possível se emocinar com esse filme? Bom, o vídeo abaixo mostra a surpresa e a emoção das quatro crianças que foram escolhidas para viver os personagens Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali, e que foram comunicadas disso pelo próprio Maurício de Sousa, é ver e se emocionar...






Kelsen Pio Belo Coelho

domingo, março 19, 2017

Carta para Maurício de Sousa



           Caro Maurício de Sousa, meu nome é Kelsen Pio Belo Coelho, tenho 43 anos, sou casado e pai de 3 filhos, 2 meninos e uma menina, sou cristão, servidor público, e ao longo da minha vida profissional aprendi a não misturar minha crença com minhas atividades profissionais, nunca deixei de atender a uma pessoa por professar uma crença diferente da minha, nunca embuti em meus trabalhos ou relatórios mensagens referentes a minha fé, como minha própria idade entrega, eu cresci acompanhando e sabendo quem era cada um dos personagens da “Turma da Mônica”, suas aventuras, suas mudanças, os novos personagens como a Marina, a Dorinha, a revista da Magali, Turma da Mônica Jovem, e tantos outros, me lembro do primeiro filme da turminha que vi no cinema, “A Princesa e o Robô” e os demais que se seguiram, num mundo e numa época em que os quadrinhos  se perderam, tornaram-se mais violentos, trouxeram mensagens mais perturbadoras, vi com alegria a “Turma da Mônica” sobreviver e manter suas raízes, vi que ela acompanhou o tempo e tratou de assuntos como vícios, drogas, “bulling”, e tantos outros, nem sei quantas vezes indiquei para amigos, escolas, doações para bibliotecas dessas revistas, e sempre dizendo que as mesmas traziam aquela pureza, aquela fantasia infantil, me lembro com orgulho da história que você fez tratando da morte do Papa João Paulo II, uma história fantástica, que sempre me emociona quando leio, pois bem, qual não foi a  minha surpresa e decepção ao ver noticiado na mídia a série de publicações da “Turma da Mônica” manifestando a doutrina do Espiritismo Kardecista.
            Maurício, é um direito seu ter a sua respectiva crença, você como proprietário da Maurício de Sousa Produções pode publicar o que quiser, mas não consigo esconder a minha decepção com tal atitude, não importa o que você diz estar divulgando nessas revistas, “paz, amor, humildade, etc.”, a questão não é essa, diversas religiões dizem o mesmo, mas nenhuma delas, nem mesmo o espiritismo fica somente nisso, cada um crê no que quer, mas usar um símbolo nacional - pois na minha opinião a “Turma da Mônica” se tornou isso para diversas gerações – para divulgar uma determinada doutrina religiosa é mais que ofender aos demais credos, é tirar toda a fantasia e pureza que havia nessa turminha, Maurício, ao ver tal notícia divulgada, meu mundo de fantasia e admiração com a turminha ruiu, desmoronou, não tenho como mostrar para meus filhos uma revista que junto com mensagens de paz e amor, também trata de “vidas passadas”, “reencarnação” entre outros pilares da doutrina espírita, não dá, pois não há diferença entre essas revistas e revistas e folhetos comuns de outras religiões, acaba a fantasia e começa o desrespeito, a invasão a minha fé e ao que ensino aos meus filhos.
            Maurício, essa não é uma carta de um cristão furioso e radical, é o desabafo de um fã que melhorou sua leitura lendo as revistas da “Turma da Mônica”, que se alegrou com cada aventura, que lia e relia cada “gibi” várias vezes, é o desabafo de alguém que se sente como uma criança que teve seu brinquedo preferido quebrado e que só pode chorar de tristeza, é como me sinto hoje, um fã que durante 40 anos leu, releu, viu os filmes no cinema, ostentou a alegria de ser um fã da “Turma da Mônica” e hoje não pode mais dizer isso.

            Um abraço!

            Kelsen Pio Belo Coelho